As dificuldades de inserção dos imigrantes de leste “já foram maiores” mas “eles continuam a pedir que haja o re-agrupamento familiar” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. Delmar Barreiros, responsável do Departamento da Pastoral da Mobilidade Humana do Patriarcado de Lisboa, que ontem (dia 12 de Março), concelebrou com D. José Policarpo, na capela do Hospital de Arroios, com os católicos de rito bizantino. E acrescentou: “é lamentável que muitos patrões não lhes paguem”. Para estes católicos celebrou-se o 1º Domingo da Quaresma e o Patriarca de Lisboa afirmou que nunca foi emigrante. “Só por pouco tempo porque voltei sempre à base.” E reconheceu que a vida de quem deixa o seu país não é fácil. “Não sei imaginar o que é ser emigrante, ter saudade da terra, da família que lá se deixou, da memória e do passado que ficou para trás. E que, mesmo assim, os emigrantes vieram para uma terra estrangeira tentar uma vida nova.” Uma celebração que contou com centenas de imigrantes ucranianos – esteve presente também o embaixador – D. José Policarpo perguntou-lhes se os portugueses são simpáticos no acolhimento dos estrangeiros? Estes disseram que sim mas o Patriarca referiu que “eu sei que não são todos.” O Pe. Delmar Barreiros – trabalha no apoio à inserção dos imigrantes em Portugal – explicou ainda que “há muitos portugueses que aceitam o trabalho dos emigrantes mas depois não lhes pagam”. E adianta: “para mim é uma compensação ver os problemas serem resolvidos”
