Uma abordagem ética sobre o Comércio Justo

“O Papel da Europa no Mundo: Comércio Justo – Uma abordagem Ética” é o tema de um seminário a realizar hoje, dia 9 de Março, às 15 horas, na reitoria da Universidade de Lisboa. A Oikos participará nesta iniciativa com uma intervenção subordinada ao tema “Finança Ética – Uma Alternativa de Financiamento da Economia Social em África”. As relações da Europa com o Mundo, em especial com o continente africano, carecem de uma nova abordagem ética. O Seminário, promovido por iniciativa da Deputada ao Parlamento Europeu, Jamila Madeira, resulta de uma iniciativa do “Fórum Europa- Portugal – Criamos Caminhos para o Futuro” e uma parceria entre a deputada e as Universidades portuguesas. Em comunicado oficial, o gabinete da deputada Jamila Madeira acrecenta que este seminário faz parte de um ciclo de seminários que, ao longo da legislatura 2004-2009, terá como finalidade proporcionar um debate contínuo sobre diversos temas de âmbito Europeu. «Este trimestre, o tema seleccionado dentro da agenda política europeia recaiu sobre o desenvolvimento e cooperação da Europa para com as regiões mais desfavorecidas do globo numa abordagem de “desenvolvimento ético”. Após a Cimeira do Milénio, que teve lugar em Setembro de 2000, foi assinada uma declaração consensual, a Declaração do Milénio, em que cada um dos Estados-membros da União Europeia se comprometeu a cumprir, até 2015, os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) estipulados. Sendo que a Europa se propõe criar um mercado livre até ao ano de 2010, este torna-se um momento crucial para adoptar um comportamento ético, responsável nas relações com os parceiros, pois de outra forma esse desnível existente entre Norte e Sul nunca terá um fim» Neste contexto, o Comércio Justo adquire uma importância acrescida, na medida em que “impulsiona uma participação activa das populações na política externa europeia, mais concretamente na política de desenvolvimento, numa tentativa de aproximar os cidadãos do conceito de Europa, e reforçar a sua identidade europeia. O Comércio Justo poderá constituir, desta forma, uma mais valia na comunicação e relacionamento entre a Europa e os seus cidadãos, assim como entre a Europa e os seus parceiros mediterrâneos.”

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