Um missionário espanhol a trabalhar na Libéria dá conta da dramática situação que atravessa o país africano, muito por causa dos confrontos entre o grupo rebelde Liberianos Unidos para a Reconstrução e a Democracia (LURD) e as forças leais ao presidente Charles Taylor. Justino Izquierdo trabalha há 31 anos na Libéria como missionário e na actualidade é director de enfermaria do Hospital Católico São José de Monróvia. “Ao nosso hospital chegaram famílias destruídas pelos bombardeios, ainda que o centro ainda não tenha sofrido nenhum dano. Porém, não há comércio pelas ruas da capital, os bancos estão fechados, no porto não há actividade e não chegam os medicamentos nem os alimentos”, afirma em declarações à agência Ivicon. Um outro missionário, citado pela agência Fides, refere que “a trégua proclamada no dia 22 de Julho, pelos rebeldes LURD durou apenas poucas horas e esta noite das 3 até 5 da hora local”. Para complicar a situação, o outro grupo de guerrilha que combate contra o Presidente Charles Taylor, o MODEL (Movimento pela democracia na Libéria) ameaçou abandonar as negociações de paz em Ghana. O MODEL quer maior peso na nomeação do presidente e do Vice-Presidente do futuro governo de transição nacional que deveria substituir a administração de Taylor.
