Bispos africanos falam em desastre humanitário na Libéria

Mais de 600 mortos nos últimos dias Mais de 600 civis foram mortos em Monróvia, nos confrontos violentos dos últimos dias, entre os rebeldes do LURD (Liberianos Unidos para a Reconciliação e a Democracia) e as tropas do Presidente Charles Taylor. O balanço oficial provisório considera apenas as vítimas civis. “Está para expirar o tempo à disposição dos EUA e da comunidade internacional, para evitar um desastre na África Ocidental”, afirmam D. Michael Francis, Arcebispo de Monróvia, D. George Biguzzi, Bispo de Makeni (Serra Leoa), e D. Patrick Daniel Koroma, Bispo de Kenama (Serra Leoa). O vibrante apelo conjunto, enviado à agência missionária MISNA pretende que os EUA e a comunidade internacional restabeleçam quanto antes a paz na Libéria, devastada por semanas de intensos combates. “Acreditamos que o caminho para a paz permanente está no envio imediato de uma força de intervenção internacional”, escrevem os bispos, explicando que “sem essa acção, tememos que a escalada da violência na Libéria aumente, arrastando uma vez mais a região ocidental da África para uma guerra”. “Enquanto o Presidente norte-americano, George W. Bush, está avaliando a natureza da resposta dos EUA ao pedido de ajuda do povo liberiano, a gente continua a morrer: por isso, nós o exortamos a se empenhar totalmente na reconstrução da paz na Libéria e em toda a África Ocidental”, prossegue o apelo. Lembrando a Bush os fatos históricos e as estreitas relações que uniram, no passado, os EUA e a Libéria, os bispos ressaltam que “por demasiado tempo as crianças da África Ocidental perderam os preciosos dias de sua infância por causa da guerra; por demasiado tempo empunharam os fuzis e muitos e muitos deles perderam seus pais, sua casa e sua educação”. “A imposição de um cessar-fogo, seguido por um desarmamento completo monitorado por uma força internacional – asseveram os bispos – é o único modo para permitir que a Libéria comece a sua viagem para a paz. Só mediante essas acções, as crianças da Libéria poderão enfrentar o futuro com a esperança e não com o terror.”

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