Jornadas de actualização para o clero na Madeira A Diocese do Funchal começou ontem a viver as Jornadas de Actualização, este ano dedicadas às problemáticas da bioética. A primeira conferências foi proferida por Walter Osswald, director do Instituto Bioética da UCP, que apresentou vários conceitos da Bioética e a extensão universal por ela abrangida. A Bioética, segundo afirmou, ocupa-se do bem e do mal, em todos aspectos da vida humana, e é alimentada, como um grande lago, aonde vem desaguar diversas correntes: a Teologia, a Medicina, a Filosofia, a Sociologia, etc. A sua dimensão, é também universal, pois vem inata no coração humano. “Todos estão de acordo com o que se deve ou não fazer. Todos somos seres morais. Não há ninguém que não seja consciente moral. Mesmo aqueles que se declaram imorais ou amorais, mesmo eles são, obviamente, seres morais”, afirmou. Para este especialista, “todos têm uma ideia daquilo que é bom e daquilo que é mau, do que é correcto e do que é incorrecto, do que está certo e do que não está certo. Desde pequenos, todos têm essa ideia, todos são capazes de distinguir o lícito do ilícito, e o que moralmente está certo e o que moralmente não está certo”. “Os critérios podem ser diferentes, mas a grande ideia de separação entre o isto pode fazer-se e isto não deve fazer-se, acompanha-nos desde a infância, desde que entramos em relação com o meio ambiente e com os outros. Mesmo os que se encontram a cumprir pena, têm a sua moral, ainda que encontramos categorias diversas, entre os que poderiam ser os bons, os maus, os menos maus». Todos somos morais, todos sabemos distinguir o bem do mal”, assegurou. Sobre o tema da Procriação Medicamente Assistida, Osswald sublinhou que os embriões humanos não podem ser instrumentos, nem mesmo para salvar ou curar outras vidas, adultas embora. Hoje e amanhã prosseguem as reflexões sobre o tema geral “Para que tenham a vida em abundância”. Redacção/Jornal da Madeira
