Situação na Costa do Marfim preocupa o Papa

Bento XVI deixou ontem um apelo ao “diálogo construtivo” na Costa do Marfim, alertando a comunidade internacional para a difícil situação no país africano. “Entre as muitas preocupações pela situação internacional, o meu pensamento volta hoje para a África e, em especial, para a Costa do Marfim, onde persistem graves tensões entre as várias partes sociais e políticas do país”, disse após a recitação do Angelus. O Papa pediu que os responsáveis avancem pelo caminho do diálogo, rumo “à reconciliação e à paz”. A agência do Vaticano para o mundo missionário, Fides, já tinha dado relevo aos recentes confrontos em Abidjan, na sequência de protestos dos partidários do Presidente Laurent Gbagbo, que exigem a retirada das forças da ONU do país. Cerca de sete mil “capacetes azuis” e quatro mil soldados franceses procuram manter a paz num país que se encontra dividido desde 2002 por uma guerra civil entre o sul governamental e o norte controlado pelos rebeldes. A situação de crise na Costa do Marfim, o maior produtor mundial de cacau, precipitou-se novamente depois de o Grupo de trabalho internacional (GTI), encarregado de seguir a evolução do processo de paz entre as facções internas, ter decidido não prolongar o mandato da Assembleia nacional que expirou em Dezembro passado, na qual os partidários de Gbagbo são a maioria. Citando fontes missionárias no local, remetidas ao anonimato por motivos de segurança, a Fides refere que o processo de paz deve recomeçar “através de uma série de etapas: desarmamento das milícias, retomada da administração estatal nas regiões ocupadas pelos rebeldes e, por fim, eleições para dar estabilidade ao país”.

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