Uma aposta de sucesso

Grupos de estudo, reflexão e oração na diocese de Portalegre – Castelo Branco O bispo de Portalegre – Castelo Branco, D. José Alves, aponta duas razões para o sucesso do método dos pequenos grupos de estudo, reflexão e oração (cerca de 350 grupos a funcionar em 60% das paróquias): “o empenhamento das forças vivas da diocese no programa pastoral deste ano e a necessidade que as pessoas têm em aprofundar a sua fé”. Em declarações à Agência ECCLESIA, D. José Alves revelou que “o método dos pequenos grupos foi uma intuição nossa”. Ao todo são cerca de 3500 pessoas que se reúnem duas vezes por mês para aprofundar a fé. “Os adultos precisam de uma metodologia que esteja de acordo com a sua maneira de ser e com as suas preocupações”. Eles não estão na “fase escolar” de terem alguém que aparece “e que dá uma lição e faz a exposição de um tema” – sublinhou o prelado de Portalegre – Castelo Branco. E acrescenta: “temos de utilizar uma pedagogia activa”. Nesta Diocese, a metodologia dos pequenos grupos não é nova mas nunca atingiu as proporções que agora está a atingir. “Quando alguém percebe que o vizinho do lado tem problemas parecidos começa a abrir-se e dá os seus contributos” – revela. No início do mês de Novembro, os grupos começaram a funcionar, com reuniões quinzenais, em casas de família ou noutros lugares apropriados. À frente de cada grupo está um animador, que estudou antecipadamente o tema da reunião com o pároco. O animador tem a função de ajudar o grupo a funcionar, em ordem a atingir alguns objectivos definidos: aprofundar o tema proposto, proporcionar a participação efectiva de todos e ajudar a fortalecer os laços de fraternidade cristã entre os elementos do grupo. Como o isolamento também “chegou aos meios rurais”, as pessoas necessitam de encontrar formas “de estarem em comunhão – caso dos pequenos grupos – e de se encontrarem socialmente” – disse D. José Alves. E concluiu: “esperava que as pessoas aderissem mas o número superou a minha expectativa”.

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