O lugar Escola Católica na sociedade secularizada

APEC e UCP promovem curso de formação avançada para directores de Escolas Católicas. Neste mundo “secularizado onde o relativismo impera”, a Escola Católica apresenta um projecto educativo diferente das escolas públicas. “A diferença está logo nos fundamentos. O aspecto nuclear é o Evangelho” – disse à Agência ECCLESIA Acácio Lopes, membro da direcção do Externato de Penafirme – Escola que preside à direcção Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC). Com o intuito aperfeiçoar este projecto educativo a APEC, juntamente com o Instituto de Educação da Universidade Católica Portuguesa, está a realizar um Curso de formação avançada para directores de Escolas Católicas, em Fátima. Esta acção de formação – destinada também a pessoas que ocupem cargos de destaque nas Escolas Católicas – teve o seu início no passado mês de Novembro e prolongar-se-á até Julho. Com sessões mensais (Fevereiro, Março, Maio e Junho) terá uma semana intensiva no início do mês de Julho. Este fim de semana (13 e 14) haverá mais uma sessão deste curso que está estruturado por módulos: “Orientações da Igreja para a Escola Católica”; “História do Ensino Católico em Portugal”; “Comunicação e Relação Interpessoal”; “Cidadania e valores”; “Relação Família – Escola”; “A questão ética na gestão da Escola”; “Liderança e participação” e “Gestão de Recursos” – sublinha Acácio Lopes. Como prelectores dos módulos, o curso terá o contributo do Pe. Querubim Silva, Maria Pereira Coutinho, D. Tomaz Silva Nunes, José Maria Azevedo, Jorge Cotovio e Joaquim Azevedo. Neste país “parece que caminhamos em determinada direcção e depois as coisas sofrem viragens repentinas” – lamenta aquele membro da direcção do Externato de Penafirme. Como os desafios são permanentes, “iremos relembrar as propostas feitas no 1º Congresso Nacional da Escola Católica (Fátima, de 13 a 15 de Novembro de 2003) num Fórum da Escola Católica, provavelmente em Novembro deste ano, na cidade de Lisboa”. E adianta: “será o eco daquele congresso”. Por outro lado – confessou Acácio Lopes – um membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã, D. António Marcelino, quer dar um novo impulso à Escola Católica através do desenvolvimento dos seus projectos educativos. A Escola Católica é um serviço que a Igreja presta ao mundo através da educação mas “em determinados níveis da administração isso parece que não é tão evidente”. As dificuldades existem porque “sofremos com a concorrência desleal” – apurou Acácio Lopes. A Escola Católica deve ser e tem de ser “uma escola de todos e para todos. A criatividade e a ousadia são a este nível indispensáveis”. A formação integral da pessoa humana exige trabalhar “a dimensão do religioso, da transcendência, da interioridade” – concluiu.

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