D. Jorge Ortiga adverte sacerdotes para os riscos de um mundo secularizado

O arcebispo de Braga pediu ontem que os sacerdotes sejam capazes de criar formas e estruturas novas para enfrentar um mundo secularizado. “É necessário assumir que o secularismo constitui para todos e particularmente para o sacerdote um perigo mortal. Envolver-se no secularismo é sinónimo de cair na ausência de sentido para a vida”, disse D. Jorge Ortiga na homilia da cerimónia em que ordenou 13 novos sacerdotes, decorrida ontem na cripta do Sameiro, em Braga. “A secularidade, por outro lado, deve tornar-se para nós um verdadeiro desafio que permite que não nos contentemos em sobreviver neste mundo lutando pela preservação de relíquias ou tradições”, advertiu ainda. Para o arcebispo de Braga, o sacerdote tem de ter «uma capacidade de renovação interior e exterior para dizer qualquer coisa e tornar-se indispensável num mundo que se situa em parâmetros diferentes». D. Jorge Ortiga abordou o problema da falta de vocações sacerdotais lembrando que «não é fácil dar resposta ao direito que todas as comunidades usufruem de ter um sacerdote encarregado pela sua condução pastoral». Nesse sentido, o arcebispo chamou a atenção para a importância de as comunidades serem preparadas para acolher tarefas correspondentes a ministérios laicais: “os leigos devem preparar-se para assumir encargos sem espírito de vanglória ou vaidade mas sempre em atitude de serviço e dedicação em gratuidade», vincou. A homilia de D. Jorge deixou ainda um recado às comunidades locais: “se aos sacerdotes se solicita a disponibilidade, das comunidades espera-se acolhimento das determinações superiores que nunca são determinadas por caprichos ou motivações humanas. Não podem ser os abaixo-assinados ou as manifestações a pretender obrigar-nos a mudar».

Partilhar:
Scroll to Top