Santa Sé exige atenção para a República Democrática do Congo

O prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Crescenzio Sepe, chamou a atenção para a trágica situação da República Democrática do Congo, «que levou a uma miséria extrema e uma espécie de abandono das organizações internacionais». Em entrevista à Radio Vaticano, o representante da Santa Sé recordou a sua recente viagem a este país africano, sublinhando o papel que a Igreja está a desempenhar com as suas obras «ao saber encarnar-se nas situações sociais e humanitárias». A guerra neste país já custou a vida a dois milhões e meio de pessoas desde 1998. No Congo, a Igreja está «ainda mais comprometida neste momento de transição que foi qualificado como histórico pelos bispos e o presidente da República porque começou um processo de paz, de reconciliação», explicou o purpurado. Por isso, durante a sua visita, o cardeal Sepe lançou, junto aos bispos congoleses, um chamado «por uma paz duradoura, efectiva, real, que comporte também justiça», além de um especial convite «a uma reconciliação baseada no perdão». D. Crescenzio Sepe voltará a África em Outubro próximo, numa viagem ao Senegal por ocasião da reunião de todas as Conferências Episcopais da África. «Espero que destes contactos directos se possa ter uma compreensão maior da realidade na qual vivem estes heróicos bispos e sacerdotes, religiosos, religiosas e também leigos, especialmente os catequistas», sublinhou. «As condições nas quais nossos irmãos desenvolvem seu trabalho pastoral são às vezes de autêntico heroísmo, e frequentemente de martírio», concluiu.

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