O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, inaugurou ontem, o Centro Paroquial de Vila Seca, que considerou dever ser uma estrela a brilhar para aquela paróquia. A cerimónia começou com a bênção das instalações, seguida de uma sessão solene, tendo usado da palavra o padre Adélio Matos, pároco de Vila Seca, e Palmira Casanova, em nome do Conselho Pastoral Paroquial. O sacerdote começou por se referir ao edifício, antigo salão paroquial, que há 47 anos foi adquirido pela paróquia ao Seminário Conciliar de Braga, tendo servido antes de residência paroquial, mas que era propriedade privada de um clérigo que, ao morrer, deixou em testamento àquele Seminário. Na época, o pároco, padre Areias da Costa, fez a compra e, com a ajuda da população, transformou a casa em salão paroquial, tendo servido ao longo destes 47 anos, não só a comunidade, mas também actividades a nível arciprestal e diocesano, como aconteceu com reuniões e congressos da Acção Católica. Como, com o passar dos tempos, a estrutura já não respondia às necessidades da pastoral paroquial, o padre Adélio Matos, reunido o Conselho Pastoral, decidiu “meter mãos à obra” e, em menos de um ano, transformou totalmente o antigo salão num centro paroquial com condições dignas para a sua função. Depois de se referir um pouco ao esforço feito, no passado, para que aquela obra fosse realizada, o padre Adélio Matos agradeceu a colaboração dada pela população para a recuperação e transformação do novo Centro Paroquial. Por seu turno, Palmira Casanova, usando da palavra em nome do Conselho Pastoral Paroquial, para além de recordar o papel desenvolvido pelo antigo Salão Paroquial no desenvolvimento da freguesia e na formação das pessoas, apelou para que aquela obra, que é de todos, continuasse a servir, e cada vez melhor, todos os organismos da paróquia. D. Jorge Ortiga elogiou o trabalho realizado e, sem esquecer o passado, disse aque aquela obra, sendo do presente, deveria servir para olhar o futuro. Daí os apelos que fez para que o centro paroquial fosse utilizado pela catequese e mostrou- se convencido de que o equipamento iria «ser bem utilizado» também pelos jovens e adultos. Aos jovens apelou para que fossem criativos e soubessem aproveitar aquele espaço para, «através da criatividade e das suas actividades », fossem capazes de chamar ao Centro Paroquial e, através dele, à Igreja outros jovens que andam por outros caminhos. Só assim, sustentou, é que o Centro Paroquial poderá cumprir o seu papel na evangelização da juventude. Aos adultos, o Arcebispo de Braga apelou para que soubessem dar vida à estrutura, aproveitando aquele espaço para se reunirem e debaterem os novos problemas que se colocam à Igreja, procurando fundamentar a fé que professam e que testemunharam ao fazer aquela obra. Concretizando aquele apelo, o prelado bracarense disse que o Centro Paroquial deveria servir para debaterem problemas relacionados com a família, nomeadamente em defesa da vida, numa alusão ao aborto, e no debate sobre a educação sexual. Antes do lanche partilhado por toda a população, o Grupo Coral de Vila Seca, os Escuteiros do CNE e o Grupo de Reis do lugar de Lordelo aproveitaram para Cantar os Reis. Nas quadras enotadas, os Escuteiros aproveitaram para agradecer, em nome da paróquia, a todos quantos colaboraram para que ela se tornasse realidade e também aos «esquecidos», para que saibam honrar a sua condição de cristãos e paroquianos de Vila Seca.
