Imigrantes de Leste lotaram igreja em Braga

Os ortodoxos da região de Braga reuniram-se ontem, na igreja da Lapa, na Arcada, para celebrarem o “seu” Natal, que acontece duas semanas depois da quadra natalícia católica latina e protestante. Os imigrantes do Leste europeu lotaram o templo bracarense e participaram numa cerimónia litúrgica, que finalizou com a leitura da mensagem natalícia do Patriarca Filaret, de Kiev. O padre Dimitrov, que presidiu à Eucaristia, disse ao Diário do Minho que «na zona de Braga existem, para além dos romenos, moldavos e russos, cerca de cinco mil ucranianos que festejam o Natal durante três dias. Infelizmente, na segunda- -feira [amanhã] é dia de trabalho e não se realiza qualquer celebração. Se fosse na Ucrânia seria feriado». O sacerdote da Arqui-diocese ucraniana de Ivano Frankivsk encontra-se há cerca de três anos e meio no nosso país e, tal como o padre Vassily, foi destacado pelo Arcebispo Jioasaf para prestar assistência litúrgica e espiritual aos imigrantes ortodoxos. Estes fiéis reúnem-se habitualmente aos domingos, às 11h00, na igreja da Lapa, e nota-se que já existe uma dinâmica pastoral estruturada. Imigração: fenómeno recente Os portugueses já começam a encarar as manifestações religiosas e culturais das comunidades constituídas por imigrantes de Leste com uma certa normalidade. O fenómeno é recente e, segundo o sítio http:/imigran tes.no.sapo.pt, a queda do Muro de Berlim fez chegar ao nosso país uma primeira vaga ocorreu depois de 2000 e constituída por um grande número de romenos. Dados oficiais dão conta que num espaço de três anos chegaram a Portugal mais de 120 mil imigrantes do Leste. «Estes imigrantes podem ser divididos em dois grandes grupos, conforme a sua língua e cultura, o que se traduz em proble- «Estes imigrantes podem ser divididos em dois grandes grupos, conforme a sua língua e cultura, o que se traduz em proble- mas de integração muito distintos», explica o site dedicado à imigração, que distingue os de países eslavos e os das nações latinas. Em relação ao primeiro grupo, viviam há pouco tempo no nosso país cerca de 65 mil ucranianos, oito mil russos, três mil búlgaros, mil bielorussos e georgianos. Do segundo grupo faziam parte 11 mil romenos e 13 mil moldavos. A mesma fonte acaba por referir, em relação à sua organização, que «apesar da enorme dispersão geográfica destas comunidades, estas têm vindo a constituir diversas associações, publicam pelo menos quatro jornais em línguas eslavas e um em romeno-moldavo (língua latina). Apesar de não conhecerem a língua, a sua integração tem-se revelado bastante boa, fruto do investimento que tem vindo a fazer na aprendizagem da língua».

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