Cristãos de Rito Bizantino celebram nascimento de Jesus De um momento para o outro, ao ler os jornais ou ao ver os noticiários, parece que estamos de novo nos dias 24 e 25 de Dezembro. E a verdade é que há, em Portugal, quem apenas amanhã e depois festeje o Natal, litúrgica e socialmente. De acordo com o calendário juliano, ainda usado na Rússia e outros países do Leste europeu, apenas no dia 6 é véspera de Natal. Para muitos cristãos ortodoxos e católicos de rito bizantino, o nascimento de Jesus Cristo celebra-se este sábado, dia 7, uma realidade a que os portugueses já se vão habituando, surgida com a vaga de imigração registada no nosso país durante os últimos anos. Além dos ucranianos, a maior comunidade imigrante de Leste entre nós, há ainda russos, arménios, georgianos, romenos, búlgaros e várias outras nacionalidades num total próximo das 200 mil pessoas que lutam para manter vivas as suas tradições. Esta nova realidade faz com que aumente também o número de lugares com celebrações litúrgicas de rito bizantino. Além das celebrações promovidas pelas capelanias diocesanas de rito católico bizantino, no país haverá também celebrações das Igrejas Ortodoxas ligadas aos Patriarcados de Moscovo, Constantinopla, Grécia e Bulgária. Calendário juliano É um calendário solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio César para trazer os meses romanos ao seu lugar habitual em relação às estações do ano, confusão gerada pela adopção de um calendário de inspiração lunissolar. César impõe 12 meses com duração predeterminada e a adopção de um ano bissexto a cada 4 anos. No ano da mudança, para fazer a concordância entre o ano civil e o ano solar, ele inclui no calendário mais dois meses de 33 e 34 dias, respectivamente, entre Novembro e Dezembro, além do 13º mês, o “mercedonius”, de 23 dias. O ano fica com 445 dias distribuídos em 15 meses e é chamado “o ano da confusão.” Esse calendário, que tem um desfasamento de 13 dias em relação ao nosso, começa a ser substituído pelo calendário gregoriano a partir do século XVI – a Rússia e a Grécia só fazem a mudança no século XX.
