Misericórdia de Braga homenageou quatro arcebispos

A Santa Casa da Misericórdia de Braga inaugurou um monumento em homenagem a quatro arcebispos de Braga que contribuíram para a fundação e implantação da Irmandade. A homenagem a D. Diogo de Sousa, Beato Frei Bartolomeu dos Mártires, D. Rodrigo de Moura Telles e D. Frei Caetano Brandão aconteceu associada à inauguração da extensão do Lar Nevarte Gulbenkian, uma obra iniciada em 1997 que ficou concluída em meados deste ano. O programa incluiu uma sessão solene, no auditório do lar, onde foi proferida uma comunicação alusiva àqueles quatro vultos da Igreja, pelo professor da Universidade Católica José Paulo Abreu, intitulada “Os quatro evangelhos do episcopado bracarense”. Estiveram presentes nas cerimónias o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Vítor Melícias, o presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado e a directora do Centro Distrital da Segurança Social, Maria do Carmo Antunes (em representação do Governo), para além de outros convidados como D. Eurico Dias Nogueira, arcebispo emérito de Braga e provedores de misericórdias de localidades vizinhas. O provedor da Misericórdia de Braga, Bernardo Ferreira Reis, apontou esta homenagem, que já estava prevista há muito tempo, como o «saldar de uma dívida de reconhecimento e gratidão a quatro arcebispos e senhores de Braga que tiveram primordial influência, na sua época, na fundação, implantação e desenvolvimento da Irmandade e Misericórdia de Braga». O gesto acontece numa altura em que passam 500 anos do início do arcebispado de D. Diogo de Sousa e se assinala (a 15 de Dezembro) o bicentenário do falecimento do arcebispo D. Frei Caetano Brandão. Projectado pelo arquitecto Francisco Macedo, o monumento encontra-se no jardim circundante ao lar, ostentando os bustos dos quatro antigos chefes da igreja bracarense. D. Diogo de Sousa (1505- -1532) é recordado como “O arcebispo da fundação”, Beato Frei Bartolomeu dos Mártires (1559- -1582) como “O arcebispo santo”, D. Rodrigo de Moura Telles (1704-1728) como o “O arcebispo provedor” e D. Frei Caetano Brandão (1790-1805) como “O pai dos pobres”. Durante a conferência, o cón. José Paulo Abreu apontou os principais contributos dos arcebispos à Misericórdia de Braga, explicando que lhe chamou “quatro evangelhos” porque «de Evangelho, não apenas teórico, mas na praxis autenticado, nos fala a vida deles». Já na sessão solene, o padre Vítor Melícias disse que esta evocação acontece num momento de expansão da «nobre» Misericórdia de Braga, instituição que irá acolher, em 2007, o Congresso da União das Misericórdias Portuguesas.

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