“Maria” deve ser contemplada com «os olhos do corpo e da alma»

Exposição inaugurada ontem no Museu Pio XII A exposição “Maria: as mãos são um templo”, patente no Museu Pio XII, deve ser vista «com os olhos do corpo e da alma». A sugestão foi feita ontem pelo Arcebispo de Braga, na cerimónia de inauguração. D. Jorge Ortiga interpelou os visitantes a contemplarem as imagens «com o exterior e com o interior» e a aproveitarem o momento para «se aproximarem mais de Maria viva». O prelado falou da necessidade do homem moderno sentir Maria e de «a viver interiormente», na unidade e na diversidade. Aludindo à possibilidade de tocar em algumas peças da mostra, da autoria do escultor italiano Guido Dettoni della Gracia, D. Jorge reparou que «o homem contemporâneo tem necessidade de ver. A cultura entra muito pelos olhos. Mas esta é uma oportunidade para tocar e para sentir Maria», para conhecer e reflectir sobre a sua vivência e seguir o seu exemplo. «Nos tempos que correm, é necessário alimentar o sonho e o projecto de ter Maria viva» na vida de cada um de nós, insistiu o Arcebispo de Braga, desafiando todos os fiéis «a viver como Maria», «na terra da vida de cada um, na paróquia e na diocese». Ao todo, o museu Pio XII apresenta 33 esculturas representativas da vida de Nossa Senhora, colocadas num suporte de terra em forma de cruz, que podem ser apreciadas «com a vista, mas também com as mãos», realçou escultor Guido Dettoni, presente na inauguração do certame. O director do museu, Cónego José Paulo Abreu sublinhou o facto de a exposição ter sido inaugurada no dia de São Geraldo, patrono de Braga, «um dia grande para a cidade e para a Arquidiocese, dia de encontro de quantos, com responsabilidades acrescidas, servem a urbe». O sacerdote chamou também a atenção para o enquadramento temporal: «estamos em tempo de Advento, aproxima-se o Natal, a solenidade de Maria – Mãe de Deus, o período da Epifania, a festa da Sagrada Família, um conjunto de acontecimentos e quadras litúrgicas que avivam a devoção e afecto marianos». O Cónego José Paulo Abreu salientou ainda o facto de a exposição “Maria: as mãos são um templo” abrir, pela primeira vez, ao público, «aquela que será de hoje em diante a sala de exposições temporárias » do museu. O presbítero lançou ainda o convite a todos que passarem pela mostra para fazerem também uma paragem na Sala de Serviços Educativos.

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