Espiritualidade e processo terapêutico

Jornadas da Pastoral da Saúde prosseguem em Fátima O lugar da espiritualidade no processo terapêutico foi o tema em destaque, esta manhã, no Encontro Nacional da Pastoral da saúde. Sob o prisma de uma médica, um enfermeiro, um capelão, um administrador e uma voluntária, os participantes reflectiram sobre “Como inserir a espiritualidade no processo terapêutico, o papel dos profissionais”. Maria do Rosário Rodrigues, médica do Porto, lembrou que “pensar na saúde integral da pessoa humana é olhar o homem na sua totalidade com a sua parte biológica, psicológica e espiritual”. “Quando uma delas entra em desequilíbrio, as outras são também afectadas, não permitindo um equilíbrio total e um bom estado de saúde”, alertou. Já o enfermeiro João Mendes, de Évora, falou na necessidade de “compreender as necessidades espirituais” dos doentes, apresentando excertos de discursos ouvidos aos mesmos. “O ser humano, apesar de todos os avanços da ciência e da tecnologia, tem necessidade constante de dar resposta à pergunta milenar do sentido para a vida”, frisou. Maria do Rosário Rodrigues lembrou que, frequentemente, é na situação de doença, de dor e de crise que “o ser humano reflecte e se questiona, havendo então necessidade de maior atendimento espiritual para poder entender e aceitar essas situações adversas”. Os trabalhos prosseguem estar tarde com uma mesa redonda dedicada ao tema “Espiritualidade e expressão religiosa da pessoa doente”, com testemunhos do Judaísmo, Budismo, Islamismo, Religiões Cristãs e do agnosticismo.

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