Militar morto no Afeganistão homenageado pelo Bispo Castrense

O corpo do primeiro-sargento dos Comandos João Paulo Roma Pereira, morto sexta-feira no Afeganistão, chegou esta manhã ao aeroporto militar de Figo Maduro, Lisboa, onde era aguardado por familiares e militares dos três ramos das Forças Armadas. Na capela improvisada celebrou-se curta cerimónia presidida pelo Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Januário Torgal Ferreira. Na homilia, o prelado enalteceu a “alta qualidade de exemplo” do primeiro-sargento Roma Pereira: “Desde longa data que os seus camaradas o consideravam responsável e solidário”. “João Paulo não devia deixar-nos tão cedo, à semelhança de Jesus Cristo que, assassinado, morreu aos 33 anos”, prosseguiu o Bispo. D. Januário Torgal Ferreira considerou a morte do militar português, numa explosão à passagem da viatura blindada em que seguia nos arredores de Cabul, “o sinal de um risco sem rosto e de uma ameaça sem contorno”. Sublinhando que “a paz é um assunto demasiado sério” e dirigindo palavras de “condolências e esperança” ao batalhão português em missão em Cabul, D.Januário Torgal Ferreira defendeu que a morte de João Paulo Roma Pereira “não pode ser fonte de desânimo”. A Igreja Católica tem, junto destes portugueses, um capelão militar “numa missão de risco”, algo que o Bispo Castrense considerou, em declarações à Agência ECCLESIA, como “um orgulho”, deixando a sua “emoção e homenagem” a todos os que prosseguem esta missão “com o risco da própria vida”. “Fácil é ganhar contendas. Só sábios plantam a difícil oliveira da paz”, disse o Bispo antes de se dirigir à filha do sargento falecido. “Um dia, com o tempo a correr, diremos a esta criança de quatro anos: o teu papá morreu ao serviço de uma missão que escolheu livremente com o brio de um comando militar. Perdeste um pai, ganhaste um exemplo, uma honra, um herói”, afirmou D. Januário. Redacção/Lusa

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