“A Teologia da Vocação Sacerdotal e a sua implicação no discernimento” foi o tema central de reflexão dos directores espirituais dos Seminários diocesanos, que estiveram reunidos de 13 a 15 de Janeiro, em Fátima. Em declarações à Agência ECCLESIA, o Pe. Álvaro Mancilha, Director Espiritual do Seminário do Porto, salienta que “é necessário tomar consciência que quem chama é a Igreja”. E adianta: “Deus chama para e na Igreja”. Por sua vez, o Pe. António Moiteiro, Director Espiritual do Seminário da Guarda, refere que a diocese deve ter um papel de charneira “nas propostas que faz aos jovens”. Aos jovens cabe-lhes “escutar o chamamento de Deus”, mas a diocese deve “fazer propostas vocacionais à juventude. Implica o empenhamento desta”. Enquanto o Pe. Álvaro Mancilha afirma que a crise vocacional se deve “ao individualismo contemporâneo”, o Pe. António Moiteiro refere que esta crise está relacionada “com o não chamamento da Igreja”. Nas questões vocacionais, toda a “comunidade cristã é chamada”. Se isso não acontecer “entramos na lógica do subjectivismo vocacional” – afirmam. Em relação ao papel do director espiritual nos seminários, os nossos interlocutores salientam “a ajuda no caminhar vocacional dos rapazes”. E adiantam: “temos um papel fundamental no discernimento vocacional”.
