A Santa Sé condenou na passada sexta-feira as declarações “graves e inaceitáveis” do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, considerando que as mesmas negam “o direito à existência do Estado de Israel”. Numa declaração escrita distribuída pelo director da Sala de Imprensa do Vaticano, Joaquín Navarro-Valls, pode ler-se que “a Santa Sé que, unindo-se a toda a comunidade internacional, exprime a sua firme condenação pelos actos de violência (acto terrorista de Hadera e sucessivas represálias) de qualquer parte que provenham, assim como por algumas declarações particularmente graves e inaceitáveis, com as quais se nega o direito à existência, do Estado de Israel”. Mostrando-se preocupada com “os graves factos destes últimos dias na Terra Santa”, a Santa Sé “reafirma o direito tanto dos Israelitas como dos Palestinianos a viver em paz e segurança, cada um num seu Estado soberano”. “Ao mesmo tempo, a Santa Sé sente-se no dever de renovar o apelo aos responsáveis de todos os povos do Médio Oriente para que escutem a aspiração à paz e à justiça que sobe das populações, evitando realizar gestos ou opções de divisão e de morte, e se empenhem com coragem e determinação em criar as condições mínimas necessárias para retormar o diálogo, única via que assegurará um futuro de paz e de prosperidade aos filhos daquela terra”, acrescenta o comunicado oficial.
