Papa dá voz ao «grito dos pobres»

Dia Mundial de Luta contra a Pobreza Bento XVI deu ontem voz ao “grito dos pobres”, pedindo que a comunidade internacional os ajude “a minorar este flagelo global”, intensificando a “luta contra a miséria”. “A pobreza é um flagelo contra o qual a humanidade tem de lutar sem parar”, referiu o Papa, que recordou que cada pessoa “é chamada a uma solidariedade cada vez maior para que ninguém seja excluído da sociedade”. O apelo surgiu na véspera do Dia Mundial de Luta contra a Pobreza, criada em 1987 pelo padre Joseph Wrensinski, e assumida em 1992 pelas Nações Unidas. “Somos chamados a uma solidariedade cada vez maior, para que ninguém fique excluído da sociedade”, sublinhou o Papa, perante milhares de peregrinos reunidos na praça de São Pedro. Bento XVI assegurou a sua oração “aos pobres que lutam com coragem por viver com dignidade, com a preocupação da sua família e as necessidades dos seus irmãos”, saudando “todos os que se colocam ao serviço da pessoa necessitada”. Portugal é o país da União Europeia onde há mais desigualdade entre ricos e pobres, uma situação que é característica dos estados em vias de desenvolvimento, segundo dados revelados ontem pela associação Oikos. Para assinalar o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza, várias organizações portuguesas lançam hoje um apelo para que o País coloque a pobreza e a desigualdade no debate público, deixando de se concentrar apenas na discussão sobre crescimento económico e redução do défice do Estado.

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