Concluíram os responsáveis da Pastoral Vocacional dos Institutos de Vida Consagrada A falta de vocações na vida consagrada “não é uma questão de marketing no sentido de publicidade mas de marketing no sentido de análise da realidade” – disse à Agência ECCLESIA a Irmã Margarida Ribeirinho, da Comissão da Pastoral Vocacional da CIRP/FNIS. Os responsáveis da Pastoral Vocacional dos Institutos de Vida Consagrada reuniram-se, em Fátima, de 14 a 16 deste mês para reflectirem juntos sobre a Pastoral Juvenil em Portugal. Este encontro, promovido pela Comissão da Pastoral Vocacional da CIRP/FNIS, tem como tema principal: Pastoral Vocacional, Uma Questão de “Marketing”. Para que haja um aumento de vocações, esta irmã Doroteia pede um conhecimento “do terreno que pisamos”. O marketing é um ajustamento entre a procura e a oferta e “nós temos consciência que o nosso produto é bastante bom”. Não são necessários laços no embrulho mas “tomarmos consciência para quem falamos e para quem nos dirigimos”. E acrescenta: “é necessário parecer o que já somos”. Ao olhar para o panorama das vocações, a Irmã Margarida Ribeirinho realça que as “vocações masculinas estão mais facilitadas”. E aponta as razões: “o padre é mais conhecido no meio”. As pessoas consideram as “religiosas mais fechadas”. Em relação aos vários tipos de vida consagrada, este elemento da Comissão da Pastoral Vocacional afirma que as Ordens Contemplativas “têm mais vocações que as sociedades de vida apostólica”. E conclui: “não se pode confundir exigência de vida e mudança de hábitos”. Nestes dias, os participantes foram convidados pelos organizadores a “aprofundar a reflexão teológica, espiritual e pedagógica no campo da Pastoral Vocacional dos Institutos de Vida Consagrada em Portugal”. Este encontro teve também outros importantes objectivos: promover um caminho de comunhão entre os responsáveis da Pastoral Vocacional dos diferentes Institutos; conhecer novas “metodologias” para um anúncio mais eficaz da mensagem do evangelho; traçar linhas de acção conjuntas para algumas actividades que podem ser comuns e, partilhar alguma actividade de Pastoral Vocacional realizada ao longo do ano pelos representantes dos diferentes Institutos.
