É sério o risco de que Darfur mergulhe num perpétuo estado de anarquia, mesmo agora que o governo e os principais grupos rebeldes discutem a possibilidade de resolver o conflito pacificamente. Banditismo e ataques contínuos de grupos armados aos trabalhadores humanitários, nómadas árabes e aldeias em Darfur aumentaram significativamente nas últimas semanas e ameaçam desestabilizar o frágil cessar-fogo na volátil região ocidental do Sudão. “O mês de Setembro, até agora tem sido mau. Houve um aumento significativo no número e escala dos ataques”, disse, a 14 de Setembro, Radhia Achouri, porta-voz da missão das Nações Unidas (ONU) no Sudão. “Houve pelo menos 10 ataques sérios a trabalhadores humanitários nos últimos 30 dias”. Entretanto, os diálogos de paz continuam… “O conflito em Darfur começou como uma campanha contra os rebeldes que durou alguns meses, com enormes consequências humanitárias, mas agora transformou-se num conflito de baixa intensidade com tendência a tornar-se uma situação de instabilidade crónica”, disse Alexandre Liebeskind, chefe das operações em Darfur da Cruz Vermelha Internacional. Quase três milhões de pessoas continuam a ver as suas vidas afectadas pelo conflito, das quais quase dois milhões estão deslocados dentro do país e outros tiveram que fugir para o Chade.
