JMJ sob o signo de Taizé

Não é só o clima frio que parece ter arrefecido algum do entusiasmo que centenas de milhares de jovens tinham levado para Colónia, por ocasião da XX Jornada Mundial da Juventude. A morte do Ir. Roger Schütz, fundador da Comunidade de Taizé, suscitou uma grande comoção entre os participantes e o silêncio, a meditação e o recolhimento dominam as suas reacções. Os monges da comunidade ecuménica animam, em Colónia, orações ao estilo de Taizé, com cantos, tempos de silêncio e meditação bíblica. A notícia do assassinato do Ir. Roger deixou todos incrédulos pela perda violenta de um “santo” e de um “mestre”, como se ouve pelas ruas da cidade alemã. Muitos dos jovens que estão na Alemanha passaram por Taizé ao longo dos últimos anos, ou mesmo a caminho da JMJ. Agora, em Colónia, rezam, mostram-se mais reservados e cantam na Igreja de Santa Inês, ao lado dos irmãos da Comunidade aí presentes. Junto dos jovens e dos irmãos de Taizé colocou-se o Cardeal Joachim Meisner, Arcebispo de Colónia, e outros responsáveis da JMJ, numa despedida simbólica ao Ir. Roger. Muitos têm sido os que, como ele, se têm deslocado ao local para assinar o livro de condolências ali colocado. Em volta da foto do monge, jovens choram abraçados e acendem velas, em memória de uma das grandes figuras do Cristianismo nas últimas décadas. “Estou convencido de que, do céu, o Ir. Roger abrirá os corações dos jovens e os conduzirá nesta JMJ”, disse o Cardeal alemão.

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