Bento XVI defende presença pública do Cristianismo

O Papa pediu ontem que o crucifixo seja mantido nos edifícios oficiais, de maneira que se torne patente que Deus está presente na vida pública, porque “caso contrário perde-se a dignidade”. Bento XVI fez esta afirmação durante a homilia da Missa de Nossa Senhora da Assunção, celebrada na igreja de Castel Gandolfo, trinta quilómetros a sul de Roma onde o Papa se encontra neste período do ano. “Onde desaparece Deus o homem não se torna em algo maior, mas perde a sua dignidade, e converte-se no fruto de uma evolução cega”, disse, acrescentando que “na nossa época existe a convicção de que se o ser humano abandonar Deus e seguir as suas próprias ideias e vontade seremos verdadeiramente livres”. O Papa assegurou que isso não acontece, afirmando que “somente se Deus é grande o homem também o é”. Bento XVI convidou a transportar esta atitude para a vida quotidiana e nesta linha salientou que é importante que a figura de Deus seja visível nos edifícios públicos e privados, e que esteja presente nos edifícios oficiais através do crucifixo. Ainda ontem, após a recitação do Angelus, o Papa explicou que “a festa da Assunção de Maria, tão apreciada pela tradição popular, constitui para todos os fiéis, uma ocasião útil para meditar sobre o sentido verdadeiro e sobre os valores da existência humana, na perspectiva da eternidade”. Bento XVI fez um apelo aos fiéis de todo mundo, a fim que “não se deixem seduzir por aquilo que é efémero”, e não cedam ao egoísmo que apaga a alegria de viver.

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