Cristianismo e Islão não estão em guerra, lembra o Papa

Bento XVI afirmou hoje que os últimos ataques terroristas não podem ser considerados como actos dirigidos “contra o Cristianismo”, procurando assim reafirmar a sua convicção de que não vivemos uma “guerra de Religiões”. Num breve encontro com os jornalistas que o esperavam na localidade de Combes, onde passa as suas férias, o Papa explicou que a intenção dos atentados não é “anti-cristã”. “Parece-me que há uma intenção muito mais geral, não é especificamente contra o Cristianismo”, disse. Bento XVI encontrou-se esta manhã com o clero do Vale de Aosta, região dos alpes italianos que o acolhe desde o dia 11 de Julho. O Papa mostrou-se convencido de que há no Islão “elementos que podem favorecer a paz”, exigindo que se encontrem elementos de diálogo com esta Religião. “Não quero etiquetar o Islão com grandes palavras genéricas, dado que há nele, certamente, elementos que podem favorecer a paz e também outros elementos: devemos sempre procurar os melhores”, apontou. Bento XVI escusou-se a responder a uma pergunta sobre os divorciados que voltaram a casar, frisando que “em três palavras não podemos resolver grandes problemas”. Sobre as expectativas que nutre em relação ao diálogo com a China, o Papa disse que “todos esperamos que siga em frente, temos esperança”. Três meses depois da sua eleição, Bento XVI admitiu que foi difícil “em certo sentido” ser Papa, “porque nunca tinha pensado neste ministério”. “As pessoas, porém, são totalmente boas para mim e apoiam-me”, esclareceu, sem deixar de referir que sentia João Paulo II sempre “muito próximo” . Notícias relacionadas • Sucessão de atentados preocupa Bento XVI

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