Fogos interpelam a consciência humana e cristã

Bispo da Guarda pede esforço de todos na resolução do problema

“Parece uma fatalidade, mas não é. As últimas semanas, marcadas pelas altas temperaturas próprias da época e também pelos efeitos da seca prolongada, foram abundantes em fogos florestais. No distrito e na Diocese da Guarda, é já muita a área ardida, este ano, com prejuízos avultados, incluindo vidas em risco e momentos de grande aflição vividos pelas populações” – revela o Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, numa nota sobre o flagelo dos incêndios em Portugal.

Há alguns anos, os Bispos do Centro do país publicaram um documento sobre este drama onde apelam “à consciência humana e cristã das nossas gentes no sentido de cooperarem na defesa do bem essencial que é a natureza e em particular a nossa floresta”. Ao lembrar este apelo, é importante apontar alguns caminhos possíveis de resposta. “Dou conta de que em certos concelhos estão a aparecer comissões municipais de defesa da floresta contra os incêndios.

Também são de registar algumas iniciativas da Protecção Civil Distrital no sentido de interessar as pessoas e as instituições pela defesa deste alto interesse das nossas terras. É importante que haja muitas iniciativas como estas, venham elas das autarquias, da administração pública, de organismos, profissionalizados ou não, mas vocacionados para combater os incêndios.

Mas é igualmente importante que nela sejam interessados e comprometidos todos os cidadãos em geral, motivando-os e dando-lhes todas as condições necessárias principalmente para a prática da prevenção” – sublinha o prelado na nota Investir na defesa e promoção do património “é uma obrigação moral de todos os cidadãos; mas é-o em particular das instituições públicas, das quais é legítimo esperar um contributo qualificado para a defesa do nosso Bem Comum” – conclui D. Manuel Felício.

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