Bispo italiano assassinado no Quénia

Violência entre clãs tinha sido denunciada pelos missionários católicos O Bispo italiano D. Luigi Locati, de 77 anos, foi ontem assassinado no Quénia por pessoas ainda não identificadas, que dispararam sobre ele quando se encontrava no centro paroquial de Isiolo, onde fora vigário apostólico. A notícia foi confirmada pela Nunciatura Apostólica em Nairobi, capital do Quénia. Anteriormente o prelado já tinha sido ameaçado de morte e não se descarta a hipótese de que o assassinato tenha a ver com as denúncias dos missionários católicos relativas à guerra entre os clãs rivais Borana e Gabra, que afecta o nordeste do Quénia. D. Locati tinha já pedido a resignação e dois dias antes do assassinato fora informado do nome do seu sucessor no vicariato apostólico. O recente massacre de Torbi, cerca de 500 quilómetros a norte de Nairobi, fez aumentar a tensão entre os Borana e os Gabra. De acordo com o Pe. Eugenio Ferrari, missionário da Consolata e Director Nacional das Obras Missionárias Pontifícias do Quénia, um grupo de homens armados atacou o a aldeia, “atingindo em especial as crianças”. O número de vítimas pode ter atingido os 100 mortos e centenas de feridos, muitos dos quais em estado grave, como refere o missionário à agência missionária Fides, do Vaticano. A região do nordeste do Quénia está entre as mais pobres do país. “Recentemente, um jornal queniano publicou uma ampla reportagem sobre a região, afirmando que os seus habitantes não se sentem quenianos, porque não têm estradas, escolas e hospitais. Somente os missionários garantem os serviços indispensáveis à população local”, afirma o Pe. Ferrari.

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