Finanças do Vaticano com saldo positivo

A Santa Sé e a o Estado da Cidade do Vaticano apresentaram um superavit conjunto de cerca de oito milhões de Euros, em 2004. O balanço é positivo em comparação com os sucessivos défices acumulados nos últimos quatro anos. Os números foram apresentados neste sábado, pelo Conselho dos Cardeais, em reunião presidida pelo Cardeal Secretário de Estado, Angelo Sodano. Ao tomar conhecimento do balanço, Bento XVI afirmou que “os meios materiais são importantes para o anúncio do Evangelho e para a missão espiritual da Igreja Católica”. A Santa Sé e Cidade do Vaticano apresentam balanços financeiros separadamente. Nos cofres da Santa Sé, órgão central de governo da Igreja Católica, entraram 202 milhões de Euros, registrando um superavit positivo de aproximadamente três milhões de Euros. Os gastos da Santa Sé foram destinados aos organismos vaticanos: a Secretária de Estado, nove Congregações, três Tribunais, 11 Conselhos Pontifícios, 118 Nunciaturas Apostólicas e nove sedes junto de organismos internacionais, além de numerosas missões espalhadas pelo mundo. Actualmente trabalham na Cúria Romana 2.663 pessoas. O balanço das contas do Estado da Cidade do Vaticano, referente à gerência do território do Vaticano e apoio às actividades da Santa Sé, apresentou um superavit de cinco milhões de Euros. Os gastos da Cidade do Vaticano foram destinados principalmente à restauração do património artístico da Santa Sé e ao financiamento da Rádio Vaticano. Na Cidade do Vaticano trabalham 1.569 pessoas. O comunicado publicado pela Santa Sé refere ainda que o “Óbolo de São Pedro” registou um decréscimo de 7,4% nos donativos, arrecadando cerca de 47 milhões de Euros no ano passado. O Óbolo compreende a colecta efectuada nas dioceses de todo o mundo por ocasião da solenidade dos Santos Pedro e Paulo, as contribuições de congregações e instituições religiosas, as contribuições de fundações e as ofertas espontâneas de fiéis de todo o mundo. O comunicado explica que o Papa destinou esta quantia “a intervenções de caridade orientadas a aliviar os sofrimentos de populações atingidas por catástrofes naturais, a apoiar iniciativas em favor de órfãos vítimas de conflitos armados ou da Sida; a tornar presente a ajuda da Igreja em zonas de particular tensão; a apoiar centros de formação cristã no mundo e outras actividades”.

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