D. Jorge Ortiga benzeu nova igreja de Marrancos

A população de Marrancos, em Vila Verde, viveu um dia de dupla festa com a dedicação da ampliada igreja paroquial e a inauguração da sede da Junta de Freguesia. Na bênção da nova igreja – que tem o triplo da área da anterior e representou um investimento global de quase 400 mil Euros – D. Jorge Ortiga desejou «que a igreja nova contribua para a construção de uma nova igreja, adequada aos tempos actuais», destacando a importância da «aposta na formação dos leigos». Os católicos de Marrancos exultaram de alegria com a bênção da renovada igreja paroquial, inserida na visita pastoral à localidade, que foi presidida pelo Arcebispo de Braga, que recebeu as chaves do novo templo, cujo obras de ampliação decorreram entre 1999 e 2002, mas que tiveram de esperar pelo arranjo do Adro, que só agora ficou completo. O financiamento das obras foi comportado por um legado de Joaquim Ferreira de Araújo, que contribuiu com cerca de 225 mil Euros, e pelos paroquianos, que com o seu sacrifício juntaram os restantes 168 mil Euros necessários. A Câmara de Vila Verde contribuiu também com cerca de 25 mil Euros para o melhoramento do espaço exterior, nomeadamente com materiais e mão de obra. D. Jorge Ortiga aproveitou para «sufragar a alma do benemérito» e para agradecer «o empenho da maioria das famílias», que – apesar de «uma campanha de pelo “não” à comparticipação nas obras», como é referido na brochura da inauguração – «não se pouparam a sacrifícios e a muito trabalho», para levarem a bom porto uma necessidade sentida naquela paróquia, com cerca de 500 pessoas, pelo menos desde 1970, já que o templo anterior tinha apenas 100 metros de área. O Arcebispo aproveitou o facto de estar a terminar o ciclo de visitas pastorais ao Arciprestado de Vila Verde – que culmina hoje em Escariz – para pedir a todos «a continuação da construção do templo de Jesus Cristo». «Deixo aqui um apelo a todas as comunidades: Veja cada um como está a construir a Igreja viva do Senhor!», exortou, explicando que «embora o arquitecto da igreja seja a hierarquia, como a qual temos de estar em comunhão, o alicerce tem de ser sempre a palavra e a vida de Cristo». Apostar na formação dos leigos Aproveitando a presença do arcipreste, P. Roberto Mariz, D. Jorge Ortiga notou que a construção desta Igreja viva «exige a aposta na formação de leigos», pois «um dos grandes males continua a ser a ignorância religiosa». «Como será possível construir uma Igreja resplandecente no meio das trevas do mundo moderno, se não tivermos vontade de aprender mais», aprofundando a moral, a doutrina, os sacramentos e a disciplina, questionou o Arcebispo, que concluiu na certeza de que «a fé convicta vence todas as dificuldades». Antes de entrar na nova igreja, o pároco Francisco Silva salientou que «as obras serviram para unir a Paróquia e uni-la à Arquidiocese, em comunhão plena com o arcebispo», a quem competia a administração do importante legado, que continha como obrigações testamentárias a melhoria da igreja e a construção de um Centro Social. A ampliação procurou respeitar a imagem e memória da igreja primitiva, dotando-a das condições adequadas para o culto nos dias de hoje. O projecto de ampliação foi da autoria de António Sá Machado, tendo sido acompanhado pela Comissão de Arte Sacra da Arquidiocese, e consistiu no prolongamento da nave principal e na criação de duas naves laterais, ficando com um espaço útil de cerca de 300 metros. As paredes da parte antiga foram corrigidas e restauradas, o arco-cruzeiro foi alargado, a tribuna foi desmontada, restaurada e dourada, para ser recolocada na capela-mor, tal como todos os santos. «Temos uma igreja com qualidade de espaço e de materiais», resumiu o pároco. A par da igreja e do adro, ontem inaugurados, a Paróquia tem em execução uma capela mortuária, estando previsto ainda um importante investimento da Câmara Municipal no alargamento de cemitério e no arranjo urbanístico e estacionamento da Avenida da Igreja.

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