«Live8» teve um impacto muito grande no combate à pobreza «Live8» teve um impacto muito grande no combate à pobreza “Independentemente da vertente financeira”, o «Live8» teve um “impacto muito grande” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. Tony Neves, missionário Espiritano que exerceu o seu múnus pastoral nalguns países africanos. Os concertos realizados em várias cidades do mundo para angariar fundos para combater a pobreza – o chamado «Live8» – pretendeu mobilizar a opinião pública para a acção em torno da luta contra a pobreza e para os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). África, Ásia e América Latina merecem “um novo olhar”. O hemisfério Norte tem de olhar para o Hemisfério Sul “com sentido de responsabilidade”. Muitas das “situações negativas que lá acontecem” são “provocadas pelas nossas políticas e maneiras de gerir o mundo na era da globalização” – salientou o missionário Espiritano. A campanha “Pobreza Zero” (ver em www.pobrezazero.org) quer alertar os políticos que passados 5 anos da assinatura da Declaração do Milénio as promessas continuam por cumprir. Por isso, sob o lema “Pobreza Zero”, a campanha apela “à sociedade para que se mobilize, actue e pressione os líderes políticos, e exija, como primeiro passo para a erradicação da pobreza, o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”. Em cada 5 segundos que passa, morre uma criança de fome. “A persistência da pobreza e da desigualdade no mundo de hoje não tem justificação” – refere o site da campanha. Apesar da produção de petróleo e da compra de armamento aos países do hemisfério Norte, o Pe. Tony Neves sublinha que “quem fabrica as armas é o hemisfério rico” e os líderes dos países pobres “são autênticos manequins e marionetes nas mãos das multinacionais”. Os dinheiros vindos do petróleo e dos diamantes são “canalizados para comprar produtos que temos de vender a todo o preço”. E conclui: “é fácil corromper regimes de partido único e que não têm qualquer respeito pelas populações que dirigem”.
