Cáritas pede respostas para a crise

II Oficinas de Verão começam hoje em Fátima O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio da Fonseca, considera que os agentes pastorais da Igreja devem estar atentos “às novidades decorrentes da evolução dos tempos”, nomeadamente na questão do trabalho, para aí aplicarem os conceitos da Doutrina Social. Apelando à reflexão de todos aqueles que estão comprometidos na acção social, Eugénio da Fonseca aponta para as várias “perspectivas de posicionamento” que se podem ter perante a crise que Portugal atravessa actualmente: “como lidar com o desemprego, como criar novas formas de trabalho e expectativas de esperança – tudo isso tem de ser pensado à luz da Doutrina Social da Igreja, para que não se caía em respostas assistenciais, esquecendo a promoção social”, refere à Agência ECCLESIA. Em comentário à nota da Conferência Episcopal Portuguesa “Um olhar de responsabilidade e de esperança sobre a crise financeira do país”, Eugénio da Fonseca considera que os Bispos portugueses “deram uma oportunidade para aprofundar a reflexão em torno dos temas que mais os preocupam nesta fase da vida do nosso país”. “O documento é também importante para saber em que medida nos podemos empenhar na solução desses mesmos problemas que a CEP identificou, porque todos sabemos que temos de estar presentes não só nas estruturas da Igreja, mas também nas estruturas do mundo e aí transformar as situações geradoras de injustiça”, acrescenta. Nesse sentido, a Cáritas Portuguesa está a promover em Fátima, no Seminário Coração de Maria, as II Oficinas de Verão, entre os dias 4-6 de Julho (Módulo I) e 7-9 de Julho (Módulo II). “Mulher: família e trabalho” e “Doutrina Social da Igreja, hoje” são os temas abordados. Eugénio da Fonseca lamenta a adesão “decepcionante” à iniciativa, referindo que “contrariamente àquilo que se esperava, a participação ainda foi menor do que no ano passado”. Em 2004, a Cáritas Portuguesa promoveu pela primeira vez as Oficinas de Verão, destinadas a serem um tempo de estudo sobre temáticas sociais, à luz da Doutrina Social da Igreja. Atendendo ao insucesso deste ano, o presidente da Cáritas Portuguesa admite “equacionar se esta é uma acção para continuar a valorizar”. Sobre a temática escolhida, este responsável destaca o papel das mulheres na acção social em Portugal, sublinhando a sua “competência e generosidade”. Eugénio da Fonseca lamenta, ainda, que as mulheres não estejam mais presentes “nos centros de decisão”.

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