Bento XVI pressiona G8

Papa pede medidas concretas para erradicar a pobreza Bento XVI pediu aos países do G8 (sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia) que adoptem medidas concretas para “erradicar a pobreza e ajudar a um verdadeiro desenvolvimento de África” no encontro que irão manter esta semana, na Escócia. Falando perante milhares de peregrinos, na Praça de São Pedro, e a milhões de pessoas em todo o mundo, o Papa recordou que a cimeira dos líderes dos países mais industrializados “terá entre as suas prioridades África, um continente frequentemente abandonado”. “Desejo do fundo do coração o pleno êxito desta importante reunião, esperando que leve à partilha com solidariedade dos custos da redução da dívida, a implantar medidas concretas para a erradicação da pobreza e a promover um autêntico desenvolvimento de África”, disse depois da oração do Angelus. Bento XVI já tinha feito um pedido no mesmo sentido, numa mensagem enviada ao primaz da Escócia, Cardeal Keith O’Brien, na qual instou os cidadãos dos países ricos a reclamar que os seus líderes cumpram a promessa de reduzir metade da pobreza até ao ano de 2015. A mensagem, enviada através do Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, ao arcebispo de Santo André e Edimburgo, foi escrita por ocasião da manifestação “Fazer a pobreza passar à história” (Make poverty History), que se comemorou este sábado em Edimburgo. Cerca de 225.000 pessoas, vestidas de branco, uniram-se ao pedido de solidariedade, que percorreu as ruas da cidade escocesa. Entre os participantes estavam o próprio Cardeal O’Brien, e o Cardeal Cormac Muryphy-O’Connor, arcebispo de Westminster. Citando o Concílio Vaticano II, o Papa explica na sua mensagem que “Deus destinou a terra e tudo o que ela contém para o uso de todos os homens e povos. Em consequência, os bens criados devem chegar a todos de forma equitativa sob a égide da justiça e com a companhia da caridade”. “Por este motivo, os habitantes dos países mais ricos do mundo deveriam estar dispostos a aceitar o peso da redução da dívida para os países altamente endividados e deveriam exortar os seus líderes para que honrem os compromissos assumidos de reduzir a pobreza no mundo, em particular na África, antes do ano 2015”, acrescenta a mensagem papal.

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