O sociólogo Marinho Antunes explicou às religiosas da diocese de Portalegre – Castelo Branco as necessidades do mundo actual. “É urgente conhecer a realidade que nos rodeia porque é útil para a acção pastoral” – alertou o sociólogo Marinho Antunes, no encontro que teve com as religiosas da diocese de Portalegre – Castelo Branco. Tendo como ponto de partida o «Inquérito sobre os Religiosos em Portugal», divulgado em Maio de 2004, o sociólogo respondeu a alguns anseios e inquietações das consagradas daquela diocese. “Se tivermos um olhar mais atento e mais situado seremos capazes de descobrir, à luz da fé, que afinal que há coisas que estão a mudar, outras desaparecem e outras aparecem” – sublinhou. Em declarações à Agência ECCLESIA, Marinho Antunes salienta que as religiosas têm uma vivência «privilegiada» do mundo porque têm “meios que lhes permitem fazer exercícios diferentes”. Às religiosas pediu para associarem a esta vontade de conhecer a realidade “uma maior proximidade com as pessoas”. E acentua: “especialmente os jovens”. A crise vocacional é um facto e o problema “não se resolve se as pessoas não sentirem que o mundo dos religiosos está próximo”. A compreensão das vivências juvenis é essencial. “As religiosas deverão estar despertas para o acolhimento aos jovens e colocarem de lado as aparências e as questões da indumentária” – referiu Marinho Antunes. O diálogo “a sério” com as pessoas foi outro ponto sublinhado pelo sociólogo às religiosas daquela diocese. E acentua: “uma das coisas que as pessoas não gostaram no contacto com os religiosos foi uma certa intransigência, rigidez e uma certa incapacidade de diálogo”. Obstáculos para o contacto mas também para as religiosas conhecerem o mundo das pessoas. Se estes “não forem eliminados, as consagradas não sabem nada do que se passa e dos anseios que há” – menciona Marinho Antunes.
