Católicos da Terra Santa pedem regresso dos peregrinos

Os católicos da Terra Santa esperam que os peregrinos de todo o mundo retomem a tradição de se deslocarem aos Lugares Santos, ajudando assim a consolidar uma presença histórica que se encontra actualmente em risco. O apelo foi lançado pelo Custódio Franciscano da Terra Santa, Pe. Pierbattista Pizzaballa, para quem é “absolutamente seguro” deslocar-se a estes locais. “Aos que ainda pensam que seja um perigo para a segurança peregrinar à Terra Santa, é preciso dizer e repetir que ela está absolutamente, totalmente, definitivamente segura e livre de qualquer risco”, refere o religioso à Rádio Vaticano, em declarações à margem da Assembleia das obras de assistência dos católicos orientais, a decorrer no Vaticano. Apesar da quebra verificada após a segunda Intifada, em 2000, as peregrinações estão a regressar à Terra Santa, que no ano passado recebeu mais de um milhão e meio de peregrinos. “Acredito que dentro de um ano ou dois regressaremos à normalidade”, declara Fr. Pizzaballa. Os católicos estão em minoria entre os mais de 160 mil cristãos que vivem em Terra Santa, um número que decai com os anos. Em Israel, os cristãos apenas representam 9% da minoria árabe e 2,1% da população total do país, de quase 7 milhões de habitantes. Em 1949, um ano após a proclamação do Estado de Israel, os cristãos representavam 20% da minoria árabe. O Custódio da Terra Santa afirma que “ser cristão aqui é difícil”, mas que as comunidades locais não desistem de dizer “nós estamos aqui e Jesus está connosco”. Para o responsável Franciscano, é importante manter esta presença, fundamental para as relações com as outras duas grandes religiões monoteístas, “relações de vizinhança com as quais se partilham as riquezas de uns e outros, mas também as dificuldades e os preconceitos históricos”. Sobre o processo de paz israelo-palestiniano, Fr. Pizzaballa fala de uma “lenta, mas gradual mudança, em sentido positivo”. “O caminho para a paz é um caminho muito longo, sofrido e doloroso, que precisará de muito tempo e diversas gerações. É um caminho, contudo, que está a ser percorrido e, destas vez, espero que o seja de forma séria”, conclui.

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