Patriarcado de Moscovo admite diálogo ecuménico

O Patriarcado de Moscovo está a receber, nestes dias, o Cardeal Walter Kasper e o pastor Samuel Kobia, respectivamente presidente do Conselho Pontifício para a promoção da Unidade dos Cristãos e secretário-geral do Conselho Ecuménico das Igrejas. A visita de delegações católicas e protestantes revela alguma abertura ao diálogo ecuménico, por parte da Igreja Ortodoxa na Rússia, que hoje publicou um documento sobre o compromisso ecuménico. O Patriarcado moscovita manifesta-se preocupando pelas derivações laicistas que se registam “numa parte significativa do mundo protestante” e recusa qualquer ideia de “sincretismo religioso” num dos quatro documentos surgidos do Santo Sínodo, de Abril passado. Nesse sentido, a Igreja Ortodoxa russa observa que foi necessário “repensar a relação que tem com diversas confissões e organizações inter-confessionais”. O documento, contudo, manifesta esperança de que seja encontrada “uma solução para o problema, num futuro próximo”. Apesar de recusar aos ortodoxos a possibilidade de participar “em serviços ecuménicos ou inter-confessionais”, a tradicionalmente fechada Igreja Ortodoxa russa admite “a possibilidade de colaboração com os não-ortodoxos, por exemplo na ajuda aos marginalizados e na defesa dos inocentes”. “O diálogo é necessário para superar preconceitos e corrigir falsas opiniões”, conclui o documento. O Cardeal Walter Kasper, vai permanecer em Moscovo até 23 de Junho. A visita, segundo comunicado oficial do Vaticano, pretende “continuar o diálogo com o Patriarcado Ortodoxo, iniciado por ocasião da solene inauguração do pontificado do Papa Bento XVI”.

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