“O facto de estarmos aqui significa que há uma grande inquietude entre os portugueses sobre a vida monástica” referiu Jaime Lamas, monge cisterciense, durante a visita que uma delegação do Mosteiro do Sobrado fez à Diocese da Guarda. Para este monge, a passagem pela Guarda foi vista como o início de uma caminhada que ainda tem muitos passos para dar, nomeadamente no que diz respeito à fundação de um mosteiro autónomo. “Estamos a começar a dar alguns passos, mas temos de admitir que se trata de um processo lento, mas temos esperança de que um dia avance”, explicou Jaime Lamas. Para o Prior do Mosteiro do Sobrado, que chefiou a delegação que passou pela Guarda, “Portugal é um lugar de grande tradição cisterciense mas actualmente restam apenas pedras, apesar de notar que há um grande desejo de pedras vivas”. Carlos Cuartango considerou muito positivo o facto de um jovem sacerdote da Diocese da Guarda ter optado pela vida monástica e admitiu ser “o primeiro passo” para se avançar com uma fundação na Guarda. “Estamos na Guarda para ver se damos algum passo mais sobre as conversações de uma possível fundação nesta Diocese” explicou o Prior do Sobrado. Ao longo de quase uma semana, a delegação do Mosteiro do Sobrado esteve em contacto com a Diocese da Guarda, dando a conhecer a vida monástica através de encontros realizados com os padres, jovens, consagrados e pela participação em diversas celebrações litúrgicas. No encontro com os padres diocesanos que teve lugar no dia 3 de Junho, no Seminário da Guarda, os monges deixaram clara a ideia de que há o desejo de que “a vida cisterciense se implante em Portugal”, mas também lembraram que a “a fundação de uma comunidade é um processo muito lento”. Para o Prior existe um compromisso do Mosteiro do Sobrado em relação à diocese da Guarda. “Estamos disponíveis para receber pessoas interessadas na vida cisterciense, para que depois se possa fundar uma comunidade”, explicou Carlos Cuartango. De acordo com as informações avançadas pelos monges aos padres da diocese, o processo de uma nova fundação é bastante complexo. “Não nos podemos comprometer para fazer uma fundação, mas tudo terá de começar por uma Casa Anexa ao Mosteiro”, adiantou Jaime Lamas. D. Manuel Felício, Bispo Coadjutor, considerou a passagem dos monges cistercienses pela Guarda como “uma graça de Deus” que teve como objectivo “sensibilizar a Diocese para a dimensão contemplativa da fé”. Quanto ao local para construir um Mosteiro, existem diversas possibilidades, em vários pontos da diocese, mas esse parece ser o aspecto menos importante neste processo que já começou há cerca de dez anos. “Temos muitos locais e isso é o que menos custa” referiu D. Manuel Felício que pede orações para que a Guarda tenha, no mais curto espaço de tempo, uma Casa Anexa ao Sobrado. A Guarda
