Pobres e fracos não são esquecidos, diz o Papa Apesar da chuva e do vento que esta manhã se abateram sobre a Praça de São Pedro, no Vaticano, foram milhares os peregrinos que se reuniram em volta do Papa, na audiência geral de quarta-feira. Bento XVI assegurou a todos que os pobres e os fracos “podem esperar no Senhor”, comentando o Salmo 122. Esta passagem da Bíblia evoca “a esperança de que as mãos de Deus se abram para dar a justiça e a liberdade aos que são humilhados e desprezados pelos orgulhosos”. “Sabemos bem quantos países são hoje humilhados e são vítimas dos países arrogantes. Rezemos por eles”, pediu o Papa, numa intervenção sobre a situação internacional que fugiu ao texto preparado para este encontro. O Senhor “não é indiferente aos olhos de quem implora”, disse Bento XVI explicando que “os fiéis têm necessidade de uma intervenção de Deus porque se encontram numa situação penosa de desprezo e de escárnio por parte de gente prepotente”. Referindo-se ao Salmo 122 como uma “troca de olhares”, o Papa recordou que Jesus, no Evangelho, descreve os olhos como “um símbolo expressivo do eu profundo, um espelho da alma”.
