Presidente do Conselho Pontifício para a Família contesta legalização do matrimónio homossexual O Cardeal colombiano Alfonso López Trujillo, presidente do Conselho Pontifício para a Família, considerou que as medidas adoptadas por vários governos tendentes a legalizar o matrimónio homossexual são “o primeiro passo para a destruição da instituição familiar”. “Se as leis não representam um bem para a integridade do homem e da sociedade, mas são impostas de fora, podem danificar a estrutura de uma instituição natural tão central na sociedade e na Igreja como é a família”, alerta. Em entrevista à agência Fides, do Vaticano, o Cardeal Trujillo defendeu a objecção de consciência para todos os cristãos que trabalhem na administração pública de países que contemplem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Os cristãos, mesmo que funcionários do Estado, são chamados a recorrer à objecção de consciência porque a lei da qual falamos é uma ferida profunda, no sentido moral, à fé”, explica. “A objecção de consciência não é uma invenção da Igreja: o cristão deve opor-se e fazer respeitar a sua fé, assim como os médicos se opõem a praticar um aborto. À objecção de consciência recorre-se não somente para o aborto ou para o ‘matrimónio’ entre homossexuais, mas para todas as leis injustas”, acrescenta. Acentuando as críticas ao governo de Zapatero, em Espanha, o Presidente do Conselho Pontifício para a Família considera que “se alguém praticar a objecção e for expulso do trabalho, então estamos perante o mais cruel dos totalitarismos”. Sobre a adopção de crianças por casais do mesmo sexo, o Cardeal Trujillo cita a Convenção da ONU de 1998 para lembrar que “o princípio maior deve ser o bem da criança e os seus direitos”. “Coloca-se em risco a personalidade, o equilíbrio, a harmonia das crianças. Os nossos especialistas de todo o mundo dizem, de modo unânime, que se trata de uma violência contra as crianças”, aponta.
