Rito de inauguração do Pontificado começou sobre o túmulo de Pedro

Bento XVI preside esta manhã à Missa de inauguração do seu Pontificado, um rito solene que se iniciou com uma homenagem ao “Trophaeum”, isto é, ao túmulo de São Pedro. Antes de chegar ao sagrado da Basílica, perante uma Praça repleta de fiéis, o novo Papa e os Cardeais reuniram-se em volta do altar da Confissão. Bento XVI e os Patriarcas das Igrejas Orientais desceram para rezar diante do sepulcro do Apóstolo Pedro, sobre o qual estavam desde a noite de ontem o Pálio Petrino e o Anel do Pescador. A longa procissão prosseguiu até ao altar preparado na Praça de São Pedro ao som das “Laudes Regiae”, uma oração litânica. A multidão recebeu o Papa com uma prolongada salva de palmas. Bento XVI, que está visivelmente emocionado, sorriu e saudou os fiéis. Após a leitura do Evangelho foram entregues ao Papa o Pálio e o Anel. A cerimónia foi conduzida pelo Cardeal protodiácono, D. Jorge Arturo Medina Estevez, e pelo Cardeal Angelo Sodano, vice-Decano do Colégio Cardinalício. O Pálio, estola branca de lã com cruzes vermelhas que representam as chagas de Cristo, recuperou as suas dimensões originais – 2,60 metros – e é uma insígnia de honra e de jurisdição. O Anel representa o Apóstolo Pedro, a pescar, e em volta dessa imagem tem inscrito o nome do Papa. Bento XVI recebeu ainda o voto de obediência de 12 pessoas chamadas a representar a Igreja universal: três Cardeais, um de cada uma das ordens cardinalícias, um Bispo, um Presbítero, um Diácono, um Religioso, uma Religiosa, um casal e dois jovens, uma do Sri Lanka e um do Congo. Na oração da colecta, em latim, o Papa rezou para que Deus o fizesse “princípio e fundamento da unidade na fé e da comunhão na Caridade com Jesus”.

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