Cardeais unidos em torno de Bento XVI

Após quase duas semanas de silêncio, os Cardeais eleitores mostram-se dispostos a falar – na medida do possível – sobre a escolha de Bento XVI, cerrando fileiras em torno do novo Papa e defendendo-o das várias acusações que lhe têm sido feitas. A primeira reacção foi a de tranquilizar os fiéis sobre a “imerecida imagem do Cardeal Ratzinger”. Vários falaram sobre a “unanimidade” da escolha, feita ao fim de paenas quatro escrutínios, contrariando a ideia de dois blocos em confronto no Conclave. O arcebispo de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, disse que este era o momento de “abrir as portas a Bento XVI e esquecer pequenas coisas que não apropriadas para o início de um Pontificado”. O Cardeal Walter Kasper, considerado distante do novo Papa, não se coibiu de afirmar que “a rapidez da eleição é sinal que, de facto, encontramos um certo espírito de unidade”. O arcebispo de Viena, Cristopher Schoenborn, confessou que se comoveu com o “sim” de Bento XVI e com a escolha do nome: “ele explicou-nos que Bento XV foi um Papa de paz nos tempos dolorosos da I Guerra Mundial e lembrou o pouco sucesso que obteve nos seus esforços, apesar de ser um profeta; também citou São Bento e a sua regra”. O Cardeal Joachim Meisner, arcebispo de Colónia, contou que a sala rebentou em aplausos quando os Cardeais perceberam que Ratzinger conseguira a maioria exigida. “Foi tudo feito sem batalhas eleitorais e sem propaganda”, defendeu. Segundo o Cardeal Meisner, Bento VXI estava muito abalado quando vestiu pela primeira vez o traje de Papa, mas foi já recomposto que convidou os Cardeais para jantar uma sopa de feijão, carnes frias, salada e frutas. A decisão foi tão rápida que as freiras encarregadas de preparar a refeição não tiveram tempo para mais…

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