A Juventude Operária Católica (JOC) definiu o lema da campanha Nacional 2005/2006: “Precariedade e estabilidade no trabalho”. Justificando a escolha, Maria das Neves, coordenadora nacional da JOC, referiu que, “actualmente está-se a encetar esforços para chegar, de forma mais directa, aos jovens”, e contou que “o movimento se está a expandir para as dioceses da Guarda, Santarém e Lisboa”. As dioceses de Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria/Fátima e Setúbal reúnem cerca de 600 jovens, que, no dia 17 de Abril, em Vouzela, participam no Encontro nacional de Jovens, subordinado ao lema “Liberdade, onde moras?”. Nas actividades de Verão, que acontecem entre os dias 12 e 15 de Agosto, em Gouveia, “pretende-se reflectir sobre o mundo operário e a evolução das nossas respostas ao longo destes 70 anos de existência”, informou a responsável. Sobre esta questão, a coordenadora nacional salientou que “o Movimento acabou por realizar uma evolução normal. Inicialmente, a JOC era um movimento de massas e muito interventivo por causa da sua dimensão. Ao longo dos anos surgiram outras opções e, consequentemente, decresceu o número de militantes. Porém, penso que o espírito é o mesmo”. O Pe. Luciano Nogueira enfatizou que “se chegou à conclusão de que o movimento teria a necessidade de redescobrir a sua mística e de se actualizar, porque a rotina atinge toda a gente. O futuro da JOC está nesta renovação, onde se pretende revalorizar a Revisão de Vida»”, salientou o sacerdote, oriundo da diocese de Coimbra. Assistente nacional há seis anos, o clérigo classificou a relação do Movimento com a Conferência Episcopal Portuguesa de “complicada, pois a maioria dos bispos não conhece a Acção Católica, sobretudo o seu funcionamento e dinâmica”.
