Os Bispos portugueses desejam um maior envolvimento das famílias na catequese das crianças, criticando o distanciamento daquelas em relação à formação religiosa dos jovens. Num “documento de orientações gerais para a catequese” que foi ontem aprovado pela Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), reunida em Fátima, o episcopado defende um maior envolvimento das famílias na formação religiosa dos filhos, que não deve estar somente a cargo dos catequistas. “Não se educa uma criança se não houver um contributo de todos, daí que não possa haver uma catequese da infância desligada” dos adultos, afirmou o actual secretário da CEP, D. Tomaz Silva Nunes em exercício da CEP. “A Catequese das crianças não pode realizar-se sem a participação das famílias e da comunidade, onde muito concretamente, a criança está inserida”, acrescentou. Evitando generalizar estas críticas, o prelado considerou “ser necessário e urgente que as famílias tomem uma consciência maior do seu papel educativo também neste campo”. O documento ontem aprovado vai ser publicado em breve, depois de algumas alterações, transformando-se num apoio para “os catequistas, os pais e os responsáveis diocesanos da catequese se formarem”.
