4.000 pessoas reuniram-se na zona desmilitarizada da fronteira entre o Norte e Sul da Coreia, para celebrar o Dia da Unidade e Reconciliação do povo coreano, a 22 de Junho. Bispos, sacerdotes, religiosos, leigos da Coreia do Sul rezaram pela reconciliação com os irmãos do Norte e pela unidade da Coreia. “Foi uma celebração realmente comovente, sinal de dois povos que se procuram porque na verdade são um só. Esta é a missão da Igreja na Coreia: rezar e trabalhar pela reconciliação e a paz”, disse à agência Fides uma fonte da Igreja coreana. Exactamente no lugar-símbolo da fractura existente entre as duas Coreias, o Cardeal Stephen Kim, Arcebispo emérito de Seul, presidiu a uma Missa Solene, na presença do Núncio Apostólico em Seul, Giovan Battista Morandini, e de numerosos Bispos coreanos, desejando que a “sunshine policy”, a política da reaproximação inaugurada em 2000, possa voltar a ser a linha estratégica das autoridades políticas na Coreia do Norte e do Sul. “Ocorre eliminar a animosidade e curar as feridas da divisão através de um genuíno e fraterno perdão e uma profunda tolerância de uns para com os outros, para evitar a guerra na península coreana e levar à reconciliação e unidade a esta parte do mundo”, escreveu Pe. Lucas Kim Woon-hoe, Presidente da Comissão para a Reconciliação do Povo Coreano, organizador do Dia da Unidade e Reconciliação, na sua mensagem pela ocasião. O documento faz menção especial à linha férrea de Gyeongui, que ligará o Norte ao Sul: “com a cerimónia de inauguração prevista para 14 de Junho, fica mais próximo do dia em que poderemos dirigir-nos a Pyongyang e Sinuiji, através das estações de Dorosan e Gaeseong”. “A paz crescerá quando reconheceremos humildemente o infinito amor de Deus e fizermos um exame de consciência, para aceitar os nossos irmãos norte-coreanos assim como são, compartilhando os seus sofrimentos”, conclui a mensagem.
