O estado crítico do Papa não impede que o trabalho prossiga no Vaticano. Ainda hoje, apesar do agravamento das condições de saúde de João Paulo II, foram nomeados doze novos Bispos e Arcebispos, dois administradores apostólicos e dois Núncios Apostólicos, além de terem sido aceites seis renúncias. Enquanto o Papa estiver doente, a gestão dos assuntos correntes do Vaticano e da Cúria fica a cargo do Cardeal Secretário de Estado, D. Angelo Sodano. O Código de Direito Canónico não prevê explicitamente situações de incapacidade prolongada, mas tem uma lei fundamental para a chamada “vagatura ou total impedimento da Sé romana” (cân. 335): “nada se inove no governo da Igreja Universal”. Em caso de “impedimento total”, é ao Cardeal Camerlengo (Cardeal Martinez Somalo) que compete a gestão dos assuntos correntes, mas nenhuma das decisões que competem ao Papa pode ser tomada.
