ONU condena crimes no Darfur

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) aprovou ontem a aplicação de sanções contra os indivíduos responsáveis pelas atrocidades cometidas no Darfur, no oeste do Sudão, que provocaram a morte de 300 mil pessoas. Esta medida visa ainda aqueles que ameaçam o processo de paz e a estabilidade da região. A resolução, proposta pelos EUA e aprovada com as abstenções da Argélia, China e Rússia, prevê também o embargo de venda de armas a Cartum. A resolução da ONU, cuja aprovação já foi criticada pelo Governo sudanês, impõe o congelamento de bens e a interdição de deslocação a um grupo de indivíduos que uma comissão criada para o efeito deverá ainda designar. Esta nova comissão inclui representantes de todos os Estados membros que fazem parte do Conselho de Segurança e deverá apresentar uma lista de nomes no prazo de 30 dias, data de entrada em vigor das sanções. A aprovação das sanções surge horas antes de o Parlamento britânico tornar públicas as conclusões de um relatório sobre os massacres de Darfur. De acordo com este documento, o número de vítimas na região foi “grosseiramente subestimado” devendo ascender a 300 mil – um valor bastante superior ao divulgado pela ONU (180 mil) ou pela Organização Mundial de Saúde (70 mil). Na semana passada, a ONU decidiu enviar dez mil homens para o Sudão para supervisionar o acordo de paz assinado em Janeiro.

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