Escola de Ministérios vai nascer na Diocese de Beja

O Conselho Pastoral da Diocese de Beja pretende formar “animadores da comunidade” que possam fazer o anúncio da Palavra na ausência do Presbítero. Nesse sentido, D. António Vitalino apresentou o projecto “Escola de Ministérios”, que aproveite e alargue as experiências já realizadas junto das comunidades cristãs. “Temos já bastantes comunidades que celebram a Eucaristia uma vez por mês. Por isso, existem experiências de grupos de leigos que orientam a celebração da Palavra e a catequese de adultos nos outros Domingos”, revelou à Agência ECCLESIA o Vigário Episcopal para a Pastoral, Pe. António Domingos Pereira. A escola de ministérios, com duração prevista de 3 anos, pode começar numa zona específica da Diocese para depois se alargar ao resto do território. “Inicialmente a intenção era formar um novo grupo de Diáconos permanentes, mas a partir de determinado momento – após um levantamento feito por D. António Vitalino – entendeu-se que seria preferível colocar a Igreja diocesana a funcionar ao nível dos serviços, ministeriais ou não”, acrescentou o nosso entrevistado. O Conselho Pastoral foi confrontado, nesse sentido, com a necessidade de haver um investimento maior na área dos ministérios, porque na Diocese de Beja, para além dos Ministros Extraordinários da Comunhão, não há um grande número de serviços. Estar junto das famílias enlutadas é outra das prioridades da Diocese, embora aqui surjam dificuldades na compreensão do ministério laical. “Foi exactamente no contacto com todos os Arciprestados que se chegou à conclusão de que seria oportuno lançar esta ideia de acompanhamento dos que estão enlutados”, revelou o Pe. José Domingos Pereira. O problema, neste momento, reside na natural resistência das pessoas à mudança. “Não se admite facilmente que o sacerdote não presida o funeral, mas é fácil que haja nas paróquias um grupo de pessoas que acompanhe as pessoas nessa hora de dor e que isso possa ser um serviço da comunidade”, explica.

Partilhar:
Scroll to Top