O Arquipélago dos Açores tem, desde o dia 22 de Junho, mais seis padres tal como a diocese de Santarém que recebeu, no mesmo dia, um diácono e um presbítero. Em declarações à Agência ECCLESIA, o vigário geral da diocese de Angra, Pe. Gregório Rocha, referiu que “foi uma festa diocesana” apesar “das dez ordenações no ano 2000”. Actualmente “não nos podemos queixar muito a nível vocacional” mas no futuro “será diferente” – salientou o Pe. Gregório Rocha. Por sua vez, D. Manuel Pelino, Bispo de Santarém, referiu na homilia deste acontecimento diocesano que “quem decide ser padre nem sempre encontra uma vida fácil e tranquila”. A barca, que é a Igreja, “enfrenta hoje um mundo em tormenta e em conflito” – disse à Agência ECCLESIA o prelado de Santarém. E adianta: “o padre de hoje tem de ir ao encontro do mundo e levar o Evangelho como caminho de pacificação”. Ao analisar o panorama vocacional da sua diocese, D. Manuel Pelino sublinhou que “temos um, dois cada ano”. Mas lamenta: “não são suficientes para substituir a geração que vai terminando”. Como solução aponta a necessidade “de uma pastoral vocacional mais dinâmica”. Dos seis presbíteros açorianos, 4 são naturais de S. Miguel, 1 da Terceira e outro das Flores. Estes números justificam-se porque “a Ilha de S. Miguel tem mais de metade da população de toda a diocese”. Ordenações oriundas dos três grupos do Arquipélago apesar de “não se perspectivar nos tempos mais próximos um sacerdote da Ilha mais pequena: o Corvo”.
