Três meses depois do maremoto no Oceano Índico, quando os holofotes da comunicação social se tinham apagado, o mundo foi obrigado pela natureza a lembrar-se das vítimas do tsunami. Até duas mil pessoas podem ter morrido após o tremor de terra ocorrido segunda-feira ao largo da Indonésia, em Nias. Nias, uma ilha com meio milhão de habitantes, situa-se cerca de 125 quilómetros a oeste da ilha indonésia de Samatra, e já foi afectada pelo tsunami de 26 de Dezembro de 2004, que provocou um total de 273.000 mortos e milhares de desaparecidos. O terrível acontecimento acontece poucos dias depois de várias organizações terem lembrado a necessidade de continuar a contribuir para a reconstrução das regiões afectadas pelo tsunami. Marie-Ange Siebrecht, directora do Departamento Ásia-Africa da Fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS), apelou aos benfeitores da organização para que “contribuam generosamente”. “A ajuda de emergência dinamizada pela Igreja demonstrou ser a mais eficaz nas regiões afectadas, comparada com a ajuda governamental que, por vezes, sofreu atrasos por causa dos procedimentos administrativos”, explicou esta responsável durante uma entrevista no secretariado internacional da AIS.
