Ao regressar pela segunda vez aos Balcãs em menos de quinze dias, João Paulo II deixou como modelo para os católicos o testemunho de um jovem intelectual, que se dedicou à formação da juventude, Ivan Merz. Na missa de beatificação deste Domingo, 22 de Junho, em Banja Luka, o Papa apresentou o novo Beato como «jovem brilhante», de quem se pode dizer «que sua vida foi um êxito». «O motivo pelo qual hoje é inscrito no registro dos beatos não é esse, o que o introduz no coro dos beatos é o seu êxito diante de Deus: em toda a sua actividade procurou o sublime conhecimento de Jesus Cristo e se deixou conquistar por Ele”, declarou João Paulo II. Nascido em 1896 em Banja Luka, na Bósnia ocupada pelo império Austro-Húngaro, no seio de uma família liberal, Ivan Merz estudou na Universidade de Viena até 1916, quando foi enviado para a frente da I Guerra Mundial. No final do conflito encontrava-se em Banja Luka, onde assistiu ao nascimento do novo estado jugoslavo. Sendo leigo, converteu-se no promotor do movimento litúrgico na Croácia, adiantando-se ao Concílio Vaticano II e foi pioneiro da Acção Católica nesse país. «Participando na missa, alimentando-se do Corpo de Cristo e da Palavra de Deus, encontrou o impulso para converter-se em apóstolo dos jovens -constatou o Papa. Não é por acaso que escolheu como lema “Sacrifício-Eucaristia-Apostolado”». O novo beato morreu em Zagreb, com fama de santidade, em 1928, quando só tinha 32 anos. «O nome de Ivan Merz supôs um programa de vida e de acção para toda uma geração de jovens católicos», reconheceu o Papa. «Também hoje deve continuar a sê-lo». Ivan Merz é o primeiro leigo da Croácia e de Bósnia-Herzegóvina elevado aos altares. Com ele, João Paulo II já proclamou 1.316 beatos e 473 santos em quase 25 anos de pontificado.
