«Aprender a ver com o coração»

Um dos objectivos da Feira Social que teve início hoje, em Lisboa. “Trazer o social para o meio do barulho” é um dos objectivos da Feira Social, que teve início hoje e prolongar-se-á até ao dia 20 de Março, em Lisboa. Em pleno Terreiro do Paço, onde o rebuliço é uma constante, este evento é “a primeira mostra global de projectos sociais desenvolvidos e implementados em Portugal”. Rui Marques, Alto Comissário adjunto da Imigração e minorias étnicas, sublinhou na abertura do evento que é preciso colocar o social nas questões do centro do poder”. Lisboa é uma cidade multicultural e “só com as pessoas que estão no terreno é que encontramos respostas” – acentuou o Governador Civil de Lisboa. A CAIS é uma das associação que ajuda os mais necessitados e a principal promotora desta iniciativa. Em declarações à Agência ECCLESIA, Henrique Pinto, director da mesma, disse que actualmente “há uma nova concepção do homem” porque entendemos “o mundo de forma mais relacional”. O social “não vem da moda” – acentuou. Com uma população multicultural, a solidariedade assenta sobre “a vulnerabilidade humana”. «Aprender a ver com o coração» – diz o hino da Feira – que “nos obriga a sermos co-responsáveis com o outro” – salienta Henrique Pinto. Ou então – salientou Acácio Catarino, à Agência ECCLESIA – “esta expressão obriga-nos a criar condições objectivas para que toda a gente disponha do mínimo razoável para uma vida dignificante”. Com algumas dezenas de stands, a Feira Social serve também para “divulgar os projectos para que todos juntos possamos atenuar e prevenir as exclusões sociais”. Para o próximo – assinala o director da CAIS – “pretendemos que esta iniciativa se realize noutros distritos do país”. Só assim a solidariedade “é contagiante” – afirma. Os problemas são “tão graves” que interpelam as pessoas. “Gostaria que iniciativas destas contribuíssem para o conhecimento efectivo das realidades sociais, sobretudo as mais graves, existentes em cada zona do país” – realçou Acácio Catarino. Depois da Feira Social, Acácio Catarino gostaria que “existisse grupos de voluntários em todas as zonas do país”. Seriam esses que “constituíam a primeira resposta e a primeira informação sobre os problemas”. E finaliza: “conhecimento e voluntariado serão os objectivos desta Feira”. O que se encontra montado na Praça do Comércio celebra o compromisso de diferentes entidades públicas e privadas em prol do bem comum. Maria José Nogueira Pinto, Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, disse que a iniciativa tem uma “grande carga simbólica” e “terá grandes resultados”. Para tudo é preciso «ver com o coração» porque a “inteligência do coração é muito importante para gerir qualquer organismo”

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